Histórias Cômicas e Pitorescas

Este espaço destína-se ao registro de passagens que traduzem o bom humor dos imigrantes e seus descendentes. Você pode escrever a história como comentário. Após ter sido lida e aprovada, faremos constar na página e citaremos o “NOME DO AUTOR”. Contamos com a colaboração de todos.

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ESTE É O FAMOSO ANIMADOR ZIUL ODNANREF, DURANTE SUA APRESENTAÇÃO NO ÚLTIMO ENCONTRO. DIZEM QUE TEM COMPROMISSOS ASSUMIDOS ATÉ DEZEMBRO (DEZEMBRO DE 2012), MAS PROMETEU ESTAR PRESENTE NO PRÓXIMO ENCONTRO DA DESCENDÊNCIA, QUANDO IRÁ DECLAMAR UMA POESIA QUE ESTÁ SENDO FEITA EM PARCERIA COM MADONA, JULIO IGLESIAS, CAPITAL INICIAL E GALL COSTA.

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ESTE DESCENDENTE COMETEU UM CRIME NA DEFESA DA HONRA DE UMA POTRANCA. EM CONSEQUÊNCIA, TEVE QUE EMBRENHAR-SE NA MATA DURANTE NOVE MESES. DIZEM QUE LEVOU A POTRANCA JUNTO.

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VOLTANDO DE SEU ESCONDERIJO, INICIALMENTE USOU ESTE MODELITO PARA DISFARÇAR-SE.

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ESTE FOI OUTRO DISFARCE UTILIZADO, GERALMENTE NOS FINAIS DE SEMANA.

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O ÚLTIMO DISFARCE USADO FOI O DE JARDINEIRO. QUEM DESCOBRIR QUEM É A “FIGURA”, DIZENDO TAMBÉM OS NOMES DOS AVÔS E BISAVÓS PATERNOS E MATERNOS, GANHARÁ UM BRINDE A SER ENTREGUE NO PRÓXIMO ENCONTRO.

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ESTES DESENHOS FORAM ENCONTRADOS SOBRE UMA MESA NO ENCONTRO REALIZADO EM 03/05/2009. FORAM REPASSADOS A LUIZ FERNANDO AITA POR LUIZ ALBERTO AITA.

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Uma anciã contou-me que em certa oportunidade um “Furlan” resolveu cometer suicídio, ingerindo veneno. Sentindo-se mal, correu até a janela e o vômito jorrou de seu estômago. Naquela época, era comum os animais andarem soltos na volta das residências e os porcos que estavam nas imediações comeram o vômito. Disse essa descendente que o “gringo” não morreu porém os suínos morreram todos!

:D

14/01/2009 . Luiz Fernando Aita


Glodoveo Nicoloso e seu cabrito.
Lá pelos idos de 1947, saíram do Km 3 (Av. Osvaldo Cruz) 35 jovens, embarcados na carroceria de um caminhão Ford F-5 de Cezinando Pereira. Eram das famílias Nicoloso, Spall, Padoim, Favarim, Custódio, Dalla Corte, Spiazzi, Coletto, etc. Dirigiam-se todos para a festa de São Pedro em Arroio Grande. O motorista havia aprendido a dirigir há pouco tempo, no quartel. Não citaremos seu nome pois está vivo ainda e não nos deu autorização para usá-lo. Na época, não havia muitos meios de transporte e as linhas de ônibus eram poucas. Assim a única maneira de se chegar ao evento era numa carroceria de caminhão. Durante a festa realizou-se uma tômbola (tipo um bingo) e o prêmio principal era um cabrito. Foram ditados os números e Glodoveo Nicoloso, 17 anos, fechou seu cartão. Ganhou seu cabrito!!! Diz ele que andou o resto da festa de um lado para outro com o cabrito amarrado numa cordinha. Durante a tarde, o tempo aprontou para chuva e o pessoal começou a se reunir para vir para Sta Maria. Glodoveo subiu na carroceria juntamente com seu prêmio. Estava tão feliz e louco para mostrar para sua mãe Mariana. O motorista começou a pisar no acelerador. As estradas naquela época não eram asfaltadas e sim de terra com pedras soltas. Dizem que as pessaos pediam para ele diminuir. Mas que nada! O irmão de Glodoveo, Cleonidio, que estava na parte da frente da carroceria e próximo ao motorista gritava: devagar, fulano! Mas quando o caminhão entrou em Camobi, adiante da Igreja do Amaral, havia uma curva e o motorista não diminuiu a velocidade! O caminhão deslizou, começou a dançar para os lados e a gritaria foi geral. O Mário Spiazzi, que tinha ido fardado à festa, resolveu pular! Pulou e caiu de cara nas pedras. Ficou todo ralado e inchado! Diz ele que até hoje procura seu quepe! O caminhão virou e despejou todos para fora. Muitos feridos, muitos gritos!!! Glodoveo desmaiou com a queda e quando acordou diz que só ouvia gente chorando, gritando, reclamando de dor. Mas ele só tinha um pensamento: e aonde estava seu cabrito??? Apesar de também ter se machucado (uma pancada muito forte na coluna) ele levantou e foi procurar seu cabrito sem se preocupar com quem precisava de ajuda! Diz que perguntava a todos se tinham visto seu bichinho… Ao chegar perto do caminhão, que estava com as 4 rodas para cima, impediu seu irmão e outros de matarem o motorista! A revolta tinha se espalhado! Queriam matar o pobre menino!!! Ânimos acalmados , continuou sua procura até achar o cabrito. Mas como chegar em casa? Como trazer os feridos para a cidade? Como desvirar o caminhão e tirar uma senhora que havia ficado embaixo? Mas foram se organizando, pedindo carona aos que passavam, chamaram ambulâncias para socorrer os mais feridos. Glodoveo e seu irmão Cleonídio conseguiram carona em uma carroça que passava. Glodoveo ficou semanas em casa e na cama tratando-se com compressas de salmoura. Era o remédio da época para aplacar as dores na coluna. Depois de um tempo o cabrito foi vendido. Mas, até hoje, quando se comenta do acidente, todos só lembram do Glodoveo: ele queria, por que queria seu cabrito!!! E não socorrer os feridos!!! Quem quiser confirmar essa história, aproveite que seu Mário Spiazzi ainda está por aí! E dá risadas lembrando do fato!

14/01/2009 . Liziane Nicoloso

A Vingança
Meu avô Fernando contava essa história com risos e lágrimas. Ele, filho de Pietro Nicoloso, nascido em Nossa Senhora da Pompéia (Silveira Martins), veio para a Val de Buia pequeno. Vizinhavam com outros membros da família, entre eles seu tio Agostino. O tio Agostino não gostava muito do “Nando” pois este era conhecido como um menino arteiro… na verdade, ele era terrível mesmo!!! Mas o tio toda vez que ia fazer uma visitinha, dava um jeito de pedir algo para o sobrinho para assim ter motivos para reclamar de algo. O “Nando”, já ressabiado com as reclamações do tio, pensou uma maneira de se vingar! Eis que chegou a oportunidade! O tio, chegando na casa do Pietro, pede ao menino uma brasa para acender seu cachimbo. O Nando vai até a cozinha e tira do fogão uma brasa e coloca-a delicadamente na mão e começa a assoprá-la para que não queime sua pele. Até a sala, ele vai jogando a brasa de uma mão para outra e assoprando-a para não se queimar. O tio distraído não percebeu a maldade do guri. Esse chega e diz: tio, sua brasa! O tio Agostino prontamente levou a mão. O menino soltou a brasa na mão do tio e, aproveitando-se da desatenção, fechou e apertou a mão do tio na brasa!!! O velho queimou a mão!!! E só gritava: eu não te disse Pietro, que esse guri era arteiro!!! Ele não presta!!! O vô Fernando, vendo a confusão que havia arrumado, correu e subiu numa árvore. Imaginem a surra que o pivete iria levar… Resultado: ele passou o dia inteiro empoleirado!!! Chamavam para comer e nada! Ele só desceu à noite quando a nonna Gejute, com pena, foi até lá e prometeu que ele não apanharia. Dessa vez ele escapou da surra!!!
E, depois, dizem que nós não temos por quem puxar… :D

16/01/2009 . Liziane Nicoloso

1 Resposta até o momento »

  1. 1

    Liziane Nicoloso disse,

    Mais uma do meu avô Fernando: toda a gurizada da Val de Buia se reunia para conversar e aprontar. Em um belo dia de sol, meu avô, seus irmãos e primos, saíram a caminhar cerro acima. No caminho encontraram coquinhos. Resolveram comê-los. Afinal, não havia comida e frutas que chegassem para aquela gurizada. Tio Humberto, o mais novo dos irmãos do meu avô, era gurizote pequeno e seguia os maiores de intrometido. E os maiores não perdiam a oportunidade de sacaneá-lo! Ao chegar ao coqueiro, todos começaram a comer os coquinhos e o Berto incomodando porque também queria participar da comilança. Os outros só se entreolharam e deram coquinhos para o pequeno e lhe disseram que era uma fruta muito gostosa. E que inclusive podia engolir o caroço. O Berto, ingênuo, comeu um monte de coquinhos… com caroço e tudo! Enquanto a pobre criança fazia isso os outros comiam e disfarçadamente jogavam os caroços fora. E davam risadas do bobo do Berto. Todos voltaram para casa tranquilamente. E sem consciência pesada do que tinham feito para a criança. A noite, depois da janta e da reza, foram dormir cedo pois na época não tinha muito o que fazer após escurecer. Meu avô acordou um tempo depois com os lamentos do imão. O Berto estava no pátio ( na época não havia banheiro dentro de casa) e só dizia: ai, ai, ai… meu avô pensou: hum… o Berto não está se sentindo bem… deve ter sido os coquinhos… Logo em seguida, meu avô ouviu um grito horrível e pensou: lá se foi o cu do Berto!!!
    Apesar de toda a maldade da gurizada, o tio Berto cresceu e aprendeu, da maneira mais difícil, que não se come o caroço de coquinhos!!!


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