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	<title>Comentários sobre: Histórias Cômicas e Pitorescas</title>
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	<description>Luiz Fernando Aita</description>
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		<title>Por: Liziane Nicoloso</title>
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		<dc:creator>Liziane Nicoloso</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 02:36:57 +0000</pubDate>
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		<description>Mais uma do meu avô Fernando: toda a gurizada da Val de Buia se reunia para conversar e aprontar. Em um belo dia de sol,  meu avô, seus irmãos e primos, saíram a caminhar cerro acima. No caminho encontraram coquinhos. Resolveram comê-los. Afinal, não havia comida e frutas que chegassem para aquela gurizada. Tio Humberto, o mais novo dos irmãos do meu avô, era gurizote pequeno e seguia os maiores de intrometido. E os maiores não perdiam a oportunidade de sacaneá-lo! Ao chegar ao coqueiro, todos começaram a comer os coquinhos e o Berto incomodando porque também queria participar da comilança. Os outros só se entreolharam e deram coquinhos para o pequeno e lhe disseram que era uma fruta muito gostosa. E que inclusive podia engolir o caroço. O Berto, ingênuo, comeu um monte de coquinhos... com caroço e tudo! Enquanto a pobre criança fazia isso os outros comiam e disfarçadamente jogavam os caroços fora. E davam risadas do bobo do Berto. Todos voltaram para casa tranquilamente. E sem consciência pesada do que tinham feito para a criança. A noite, depois da janta e da reza, foram dormir cedo pois na época não tinha muito o que fazer após escurecer. Meu avô acordou um tempo depois com os lamentos do imão. O Berto estava no pátio ( na época não havia banheiro dentro de casa) e só dizia: ai, ai, ai... meu avô pensou: hum... o Berto não está se sentindo bem... deve ter sido os coquinhos...  Logo em seguida, meu avô ouviu um grito horrível e pensou: lá se foi o cu do Berto!!!
Apesar de toda a maldade da gurizada, o tio Berto cresceu e aprendeu, da maneira mais difícil, que não se come o caroço de coquinhos!!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma do meu avô Fernando: toda a gurizada da Val de Buia se reunia para conversar e aprontar. Em um belo dia de sol,  meu avô, seus irmãos e primos, saíram a caminhar cerro acima. No caminho encontraram coquinhos. Resolveram comê-los. Afinal, não havia comida e frutas que chegassem para aquela gurizada. Tio Humberto, o mais novo dos irmãos do meu avô, era gurizote pequeno e seguia os maiores de intrometido. E os maiores não perdiam a oportunidade de sacaneá-lo! Ao chegar ao coqueiro, todos começaram a comer os coquinhos e o Berto incomodando porque também queria participar da comilança. Os outros só se entreolharam e deram coquinhos para o pequeno e lhe disseram que era uma fruta muito gostosa. E que inclusive podia engolir o caroço. O Berto, ingênuo, comeu um monte de coquinhos&#8230; com caroço e tudo! Enquanto a pobre criança fazia isso os outros comiam e disfarçadamente jogavam os caroços fora. E davam risadas do bobo do Berto. Todos voltaram para casa tranquilamente. E sem consciência pesada do que tinham feito para a criança. A noite, depois da janta e da reza, foram dormir cedo pois na época não tinha muito o que fazer após escurecer. Meu avô acordou um tempo depois com os lamentos do imão. O Berto estava no pátio ( na época não havia banheiro dentro de casa) e só dizia: ai, ai, ai&#8230; meu avô pensou: hum&#8230; o Berto não está se sentindo bem&#8230; deve ter sido os coquinhos&#8230;  Logo em seguida, meu avô ouviu um grito horrível e pensou: lá se foi o cu do Berto!!!<br />
Apesar de toda a maldade da gurizada, o tio Berto cresceu e aprendeu, da maneira mais difícil, que não se come o caroço de coquinhos!!!</p>
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